Dia 21 de Julho, foi inaugurada pelo Primeiro-ministro José Sócrates, a Central Mini-hídrica do Meimão. Na inauguração estiveram presentes, o Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, António Serrano, o Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco e a Governadora Civil de Castelo Branco, Maria Alzira Serrasqueiro, o Presidente da Câmara Municipal de Penamacor, Domingos Torrão, o Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Joaquim Valente, o Presidente da Junta de Freguesia do Meimão, Francisco Campos, e em representação da Câmara Municipal do Sabugal, Vítor Proença.
À chegada, o Primeiro-ministro José Sócrates, foi recebido com aplausos pela multidão que se encontrava junto à central mini-hídrica, a qual foi inaugurada de seguida por sua Ex.ª, o Primeiro-Ministro. Na placa de inauguração pode ler-se a frase “Com esta água faremos o futuro da Cova da Beira”.
Após a inauguração, seguiu-se uma visita às instalações da central hidroeléctrica, e sucessiva demonstração da força da água, com a abertura da conduta que abastece o regadio, a qual aproveita o desnível de 220 metros para produzir electricidade.
Antecedendo os discursos, foi visionado um pequeno filme subordinado ao tema “O Aproveitamento Hidroagrícola da Cova da Beira – Uma nova vida para a agricultura portuguesa”. Aqui, é explanada a história e explicado o porquê deste empreendimento.
Esta fantástica obra de engenharia, que se arrasta há mais de 50 anos, devido à sua grande dimensão e enorme complexidade, irá finalmente ser concluída, se tudo correr bem, em 2012, com a construção do bloco de rega da Fatela.
A água será levada do rio Côa para a ribeira da Meimoa, ligando assim a bacia hidrográfica do Douro (a que pertence o Côa), para a bacia hidrográfica do Tejo (a que pertence a ribeira da Meimoa, que desagua no rio Zêzere), sem sistema de bombagem, apenas pela acção da gravidade.
Este é o aproveitamento hidroagrícola com os mais baixos custos em termos energéticos na distribuição de água a nível de exploração agrícola em Portugal.
É uma autêntica auto-estrada de água. São mais de 60 km de conduta principal para levar água a cada exploração agrícola. Este é o mais moderno sistema de aproveitamento hidroagrícola da Península Ibérica e o segundo maior depois do Alqueva. Beneficia 1653 agricultores de um vasto território, sendo que as funções de regadio abrangerão uma zona de 12 360 hectares no total, abarcando apenas 122 hectares no concelho do Sabugal. (Continua na próxima edição impressa do Jornal “Cinco Quinas”)